destaque

Events Schedule

Menu Principal

 

Accessibility

Technical info | Terms of Use

© Lisbon University 2010

Home | Borboletário | As borboletas | Borboletas: saiba mais

As primeiras borboletas apareceram há mais de 200 milhões de anos. As espécies primitivas tinham mandíbulas em vez da espirotrompa, que usavam essencialmente para recolher os grãos de pólen. O aparecimento do aparelho bucal na forma de espirotrompa permitiu que as borboletas se passassem a alimentar de fluidos açucarados como o néctar das plantas ou sumo de frutas maduras.

O grande “boom” da diversidade dos lepidópteros ocorreu no Cretácio, época em que apareceram as plantas com flor e as borboletas diurnas (Ropalocera).

As borboletas estão intimamente relacionadas com as plantas. Durante a sua fase larvar, são fitófagas, que se alimentam de uma pequena variedade de plantas ou de uma única espécie vegetal. Este vínculo relativamente às plantas hospedeiras faz com que a área de distribuição das borboletas seja em parte condicionada pela própria distribuição das plantas.

Tal como as abelhas, as borboletas são polinizadoras, sendo por isso fundamentais para a dispersão das plantas, cujo pólen pode ser levado a grandes distâncias nas espécies com maior mobilidade. Por outro lado, as lagartas nutritivas e os imagos mais volumosos constituem um excelente alimento para vários predadores, contribuindo assim para o equilíbrio das cadeias tróficas. A composição e abundância específica das borboletas de uma determinada área são um excelente indicador do habitat e do seu estado de conservação. De facto, as borboletas são extremamente sensíveis a alterações do meio, como por exemplo o excesso de pressão exercida pelo gado, contaminantes químicos, etc.

Assim, o estudo das comunidades de borboletas e a sua distribuição geográfica poderá dar-nos uma medida do estado de “saúde” do habitat e ser muito útil na delimitação de áreas naturais que necessitem de medidas de protecção urgentes.

Foto

Morfologia

As borboletas pertencem ao grupo dos insectos. Este grupo caracteriza-se por ter um par de antenas, três pares de patas e o corpo segmentado em três partes: cabeça, tórax e abdómen.

Na cabeça inserem-se os órgãos sensoriais como os olhos, as antenas, os palpos labiais e a espirotrompa (tubo flexível e enrolável que lhes permite sorver o néctar das plantas).
O tórax é a zona do corpo onde se inserem as quatro asas e as seis patas.
O abdómen é a região do corpo que acolhe importantes órgãos internos, nomeadamente o aparelho reprodutor.

A principal característica que permite distinguir as borboletas diurnas das nocturnas é a forma das antenas. Nas diurnas são quase sempre em forma de clava e nas nocturnas são filiformes ou pectinadas. Outra característica é a inexistência do frenulum (fio que une a asa anterior e a posterior) nas borboletas diurnas.

Nem sempre é possível fazer com clareza a distinção entre macho e fêmea. Normalmente, os machos são mais atractivos e apresentam androcórnios i.e. zonas nas asas por onde são libertadas as feromonas para atrair as fêmeas. No entanto, em algumas espécies como a borboleta Cleópatra não há qualquer dúvida, uma vez que os machos apresentam duas grandes manchas laranjas que as fêmeas não possuem.

Facebook +