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As primeiras borboletas apareceram há mais de 200 milhões de anos. As espécies primitivas tinham mandíbulas em vez da espirotrompa, que usavam essencialmente para recolher os grãos de pólen. O aparecimento do aparelho bucal na forma de espirotrompa permitiu que as borboletas se passassem a alimentar de fluidos açucarados como o néctar das plantas ou sumo de frutas maduras.
O grande “boom” da diversidade dos lepidópteros ocorreu no Cretácio, época em que apareceram as plantas com flor e as borboletas diurnas (Ropalocera).
As borboletas estão intimamente relacionadas com as plantas. Durante a sua fase larvar, são fitófagas, que se alimentam de uma pequena variedade de plantas ou de uma única espécie vegetal. Este vínculo relativamente às plantas hospedeiras faz com que a área de distribuição das borboletas seja em parte condicionada pela própria distribuição das plantas.
Tal como as abelhas, as borboletas são polinizadoras, sendo por isso fundamentais para a dispersão das plantas, cujo pólen pode ser levado a grandes distâncias nas espécies com maior mobilidade. Por outro lado, as lagartas nutritivas e os imagos mais volumosos constituem um excelente alimento para vários predadores, contribuindo assim para o equilíbrio das cadeias tróficas. A composição e abundância específica das borboletas de uma determinada área são um excelente indicador do habitat e do seu estado de conservação. De facto, as borboletas são extremamente sensíveis a alterações do meio, como por exemplo o excesso de pressão exercida pelo gado, contaminantes químicos, etc.
Assim, o estudo das comunidades de borboletas e a sua distribuição geográfica poderá dar-nos uma medida do estado de “saúde” do habitat e ser muito útil na delimitação de áreas naturais que necessitem de medidas de protecção urgentes.
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